Reabertura de implante: o que é, quando é feita, se dói e como é a recuperação

A reabertura de implante é a segunda fase cirúrgica do tratamento: um procedimento curto, com anestesia local, em que eu exponho o implante que ficou coberto pela gengiva durante a cicatrização e troco o parafuso de cobertura por um cicatrizador. É esse cicatrizador que vai moldar a gengiva para receber a coroa. Na grande maioria dos casos, o procedimento leva poucos minutos e o incômodo depois é bem menor que o da cirurgia de instalação.

Muita gente chega à consulta de retorno com a mesma dúvida: vai doer como da primeira vez? Neste texto explico o que é feito, quando, o que sentir nos dias seguintes e quais sinais pedem contato com a clínica. Se você já tem a reabertura marcada e ficou com alguma dúvida específica, pode falar comigo pelo WhatsApp.

O que é a reabertura de implante

A reabertura do implante é o momento em que o implante, que estava “dormindo” embaixo da gengiva, volta a ter contato com a boca. Quando o tratamento é feito em duas fases, na primeira cirurgia eu instalo o implante no osso, coloco sobre ele um pequeno parafuso de cobertura e fecho a gengiva com pontos. O implante fica protegido, sem receber força da mastigação, enquanto o osso cresce ao redor dele.

Esse período de união entre o osso e o titânio se chama osseointegração. Só depois que ela acontece é que faz sentido abrir a gengiva de novo. Na segunda fase, retiro o parafuso de cobertura e instalo o cicatrizador, uma peça de metal arredondada que fica visível acima da gengiva. Ele funciona como um molde: a gengiva cicatriza em volta dele e forma o contorno por onde a coroa vai sair, com aparência parecida com a de um dente natural.

Por que alguns implantes ficam fechados?

Deixar o implante coberto protege a fase mais delicada da cicatrização. Isso é indicado quando o osso é mais macio, quando foi feito enxerto, quando a fixação inicial do implante (a chamada estabilidade primária) não foi alta o suficiente para receber carga ou quando a região tem risco maior de receber pressão de prótese removível. A decisão é tomada no planejamento e confirmada durante a cirurgia.

Quando a reabertura de implante é feita

A reabertura de implante é feita depois que o osso se integrou ao implante, e esse prazo varia caso a caso. Na prática clínica, costuma ficar entre três e seis meses após a instalação, mas depende da região da boca (a mandíbula costuma ter osso mais denso que a maxila), da qualidade do osso, de ter havido enxerto, da saúde geral e de hábitos como o tabagismo. Por isso eu não marco a data no dia da cirurgia: marco a consulta de controle e decido ali.

Antes de reabrir, faço o exame clínico da região e um raio-x periapical no consultório para avaliar o osso ao redor do implante. Quando o caso foi planejado no software de planejamento 3D, comparo o que estava previsto com o que observo agora. Se você quer entender quais avaliações entram no início do tratamento, o artigo sobre exames antes do implante dentário mostra cada etapa.

Dá para antecipar a reabertura?

Não é recomendado apressar. Abrir antes do osso estar pronto pode comprometer a integração e, no pior cenário, levar à perda do implante. Esperar o tempo que o seu caso pede é a forma mais segura de chegar à coroa definitiva.

Como é o procedimento passo a passo

A reabertura de implante segue uma sequência simples, feita no próprio consultório e, na maior parte das vezes, concluída em 15 a 30 minutos:

1. Anestesia local na gengiva sobre o implante, em pequena quantidade, porque a área é pequena.

2. Localização do implante, com base no planejamento, no raio-x e no que a gengiva mostra.

3. Acesso à cabeça do implante, por uma pequena incisão ou com um instrumento chamado punch, que remove um círculo de gengiva do tamanho do componente.

4. Remoção do parafuso de cobertura e limpeza da conexão do implante.

5. Instalação do cicatrizador, com altura e largura escolhidas de acordo com a espessura da gengiva.

6. Ponto, quando necessário, para ajustar a gengiva ao redor do cicatrizador.

A escolha entre incisão e punch depende da quantidade de gengiva queratinizada (aquela mais firme, rosada) ao redor do implante. Quando há pouca, prefiro uma incisão que preserva esse tecido e o reposiciona em volta do cicatrizador. Com punch, muitas vezes nem há ponto.

Precisa de exame no dia?

Em geral, o raio-x periapical feito no consultório antes ou depois de instalar o cicatrizador é suficiente para confirmar o assentamento correto da peça. Não costuma ser necessário pedir exame externo só para a reabertura.

A reabertura de implante dói? O que se sente em cada momento

A reabertura de implante não costuma doer durante o procedimento, porque a região fica anestesiada. O que o paciente sente é uma leve pressão quando o cicatrizador é apertado. Depois que a anestesia passa, é comum um incômodo discreto na gengiva por um a três dias, bem menor que o da instalação do implante, já que agora não há preparo do osso.

A intensidade varia com a técnica e com a quantidade de gengiva manipulada: com punch, o desconforto costuma ser mínimo; com incisão e pontos, pode durar um pouco mais. Para controlar, siga a medicação conforme prescrição do profissional. Se o incômodo vira dor que pulsa e piora depois do terceiro dia, o texto sobre dor latejante após o implante dentário explica o que é esperado e o que não é. Já a sensação de “aperto” quando o componente é trocado tem explicação própria, detalhada no artigo sobre sensibilidade no implante dentário.

O que é normal depois da reabertura

Depois da reabertura de implante, o esperado é uma melhora rápida e contínua. A gengiva ao redor do cicatrizador fica avermelhada e sensível ao toque nos primeiros dias e vai ganhando cor e firmeza ao longo de uma a duas semanas. A tabela abaixo é uma referência geral; cada organismo tem seu ritmo.

PeríodoO que costuma ser normalO que não é esperado
Dia da reaberturaDormência por algumas horas, leve sangramento que para com compressão de gazeSangramento que não para após 30 minutos de compressão
Dias 1 a 3Gengiva vermelha e dolorida ao toque, incômodo discreto ao mastigar perto do localDor forte que não cede com a medicação prescrita, febre
Dias 4 a 7Incômodo diminuindo a cada dia; gengiva começando a se adaptar ao cicatrizadorDor que volta a piorar, inchaço que aumenta, pus
Semanas 2 e 3Gengiva firme, rosada e bem adaptada ao redor do cicatrizadorCicatrizador frouxo ou girando, gengiva crescendo por cima dele

O cicatrizador pode ficar solto?

Pode acontecer de o cicatrizador afrouxar, principalmente se a pessoa mastiga em cima dele. Não é uma urgência, mas ele não deve ficar solto por dias, porque a gengiva pode se fechar sobre a conexão. Se perceber que ele gira ou se mexe, ligue para a clínica para reapertar.

Cuidados após a reabertura

Os cuidados após a reabertura de implante são mais simples que os da primeira cirurgia, mas fazem diferença na qualidade da gengiva que vai envolver a coroa. A ideia é manter a região limpa sem machucar o tecido que está se formando em volta do cicatrizador.

  • Nas primeiras 24 horas, evite bochechos fortes e escovar diretamente o local; escove normalmente o restante da boca.
  • A partir do dia seguinte, limpe o cicatrizador com escova extramacia, com movimentos suaves, sem pasta abrasiva sobre os pontos.
  • Prefira alimentos macios e mornos nos dois primeiros dias e evite mastigar em cima do cicatrizador.
  • Use antisséptico ou qualquer remédio apenas conforme prescrição do profissional.
  • Evite cigarro, que atrasa a cicatrização da gengiva.

Atividade física leve costuma ser liberada rápido, mas treino pesado pede alguns dias de cautela; as orientações estão no artigo sobre musculação depois do implante dentário. As regras gerais de higiene e alimentação do tratamento estão reunidas nos cuidados após o implante.

Do cicatrizador à coroa: quanto tempo falta

Depois da reabertura de implante, a gengiva precisa de, em geral, duas a três semanas para cicatrizar e ganhar forma em volta do cicatrizador. Esse prazo pode ser maior quando houve incisão extensa ou manejo de gengiva. Quando o tecido está maduro, faço a moldagem ou o escaneamento do implante, que registra a posição exata dele em relação aos dentes vizinhos e à mordida.

Com esse registro, a coroa é confeccionada e, na consulta seguinte, provada e instalada, com ajuste fino da mordida. Em casos de região estética, às vezes uso uma coroa provisória antes da definitiva para refinar o contorno da gengiva. Você entende melhor cada tipo de prótese, unitária, ponte ou protocolo, na página de prótese sobre implantes.

Quando não há reabertura

Nem todo tratamento tem reabertura de implante. Ela só existe quando o implante foi deixado coberto pela gengiva na primeira cirurgia. Há três situações comuns em que essa etapa não acontece:

SituaçãoO que é feito na cirurgiaHá reabertura?
Implante em uma faseO cicatrizador já é instalado no dia da cirurgia e fica visívelNão
Implante de corpo único ou com colar transmucosoA própria parte superior do implante atravessa a gengivaNão
Carga imediataUma prótese provisória é fixada sobre o implante em poucos diasNão

A escolha entre uma e duas fases depende da estabilidade do implante na hora da cirurgia, da qualidade do osso e da necessidade de enxerto. Quando a estabilidade permite, o cicatrizador já sai instalado e o paciente evita a segunda intervenção. Os diferentes sistemas estão explicados no artigo sobre tipos de implante dentário, e a técnica com prótese provisória logo após a cirurgia, no texto sobre dente fixo no mesmo dia com carga imediata.

Sinais de alerta depois da reabertura

A maioria dos casos de reabertura de implante evolui sem intercorrências, mas alguns sinais pedem contato com a clínica sem esperar a próxima consulta:

  • Sangramento que não para após compressão firme com gaze por 30 minutos
  • Febre, inchaço que aumenta depois do terceiro dia ou que se espalha para o rosto
  • Pus, mau gosto persistente ou mau cheiro na região do cicatrizador
  • Dor que piora depois do terceiro dia em vez de melhorar
  • Cicatrizador solto, girando ou coberto pela gengiva
  • Sensação de que o implante, e não só o cicatrizador, está se mexendo

Gengiva muito vermelha, inchada e sangrando em volta do cicatrizador pode indicar inflamação, que costuma ser resolvida com limpeza e ajuste da higiene quando vista cedo. Os sinais e o tratamento estão no artigo sobre implante dentário inflamado.

Reabertura de implante em São Caetano do Sul

Se o seu implante está na fase de cicatrização e você quer saber se já chegou a hora de reabrir, ou se fez a cirurgia em outro lugar e quer uma avaliação, eu examino com calma. A consulta inclui exame clínico, raio-x periapical da região e uma conversa sobre as próximas etapas até a coroa, com prazos realistas para o seu caso.

A clínica fica na Av. Goiás, 301, no bairro Santo Antônio, em São Caetano do Sul. Para agendar sua avaliação, chame pelo WhatsApp (11) 93287-2136. Dra. Andréia Castro, cirurgiã-dentista com pós-graduação em Implantodontia, CROSP 134095.

Perguntas frequentes sobre reabertura de implante

Reabertura de implante dói?

Em geral, não, porque a região fica anestesiada; o paciente sente só uma leve pressão ao apertar o cicatrizador. Depois da anestesia, é comum um incômodo discreto na gengiva por um a três dias, bem menor que o da cirurgia de instalação.

Quanto tempo depois do implante é feita a reabertura?

Depois que o osso se integra ao implante, o que costuma levar de três a seis meses. O prazo varia com a região da boca, a qualidade do osso, a presença de enxerto e a saúde geral. A data é definida na consulta de controle, com exame clínico e raio-x periapical.

Quanto tempo dura a reabertura de implante?

Na maioria dos casos, entre 15 e 30 minutos, com anestesia local e no próprio consultório. Quando é feita com punch, costuma ser ainda mais rápida e muitas vezes dispensa pontos. Com incisão, pode levar um pouco mais por causa do ajuste da gengiva.

Precisa de pontos na reabertura do implante?

Depende da técnica. Com punch, que remove um pequeno círculo de gengiva, muitas vezes não há ponto. Com incisão, usada para preservar a gengiva mais firme ao redor do implante, costuma haver um ou dois pontos, removidos no retorno.

Quanto tempo depois da reabertura coloca a coroa?

A gengiva precisa, em geral, de duas a três semanas para cicatrizar ao redor do cicatrizador. Depois disso é feita a moldagem ou o escaneamento, a coroa é confeccionada e instalada em uma consulta seguinte, com ajuste da mordida.

Posso trabalhar no dia da reabertura?

Na maior parte dos casos, sim. É um procedimento curto, com anestesia local, e muitos pacientes voltam às atividades no mesmo dia. Evite esforço físico intenso nas primeiras 24 a 48 horas e siga as orientações recebidas na consulta.

Todo implante precisa de reabertura?

Não. Ela só existe quando o implante ficou coberto pela gengiva na primeira cirurgia. Implantes em uma fase, com o cicatrizador instalado no dia da cirurgia, e casos de carga imediata não passam por essa etapa.

O que fazer se o cicatrizador soltar?

Não tente apertar em casa nem retirar a peça. Guarde-a se cair e entre em contato com a clínica para reapertar ou recolocar logo, porque a gengiva pode começar a fechar sobre a conexão do implante em poucos dias.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conheça Mais Serviços

Implantes Dentários Próteses Dentárias Odontologia Estética Periodontia Endodontia Bruxismo e ATM Odontologia Geral Cirurgias Orais Tratamento de Canal Limpeza Dental Extração de Siso Placa para Ronco Facetas de Porcelana Levantamento de Seio Maxilar Implantes Múltiplos Prótese Provisória Planejamento Digital do Sorriso Manutenção de Implantes Lentes de Contato Dental Retratamento de Canal Raspagem Periodontal Gengivoplastia Restauração Estética Ajuste Oclusal Urgência Odontológica Avaliação Odontológica Dentista em São Caetano do Sul Implantes Dentários em São Bernardo do Campo Protocolo Dentário Aparelho Ortodôntico Emergência Dentária Limpeza Profissional

Atendemos pacientes de todo o Grande ABC

Andréia Castro Odontologia

Av. Goiás, 301, Santo Antônio
São Caetano do Sul - SP | CEP 09521-310

(11) 2311-1311 WhatsApp (11) 93287-2136

Segunda a sexta, das 10h às 19h

Responsável técnica: Dra. Andréia Castro — CRO-SP 134095